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CeBIT 2010 #1 - Aufzug

Por Cesar Brod

Data de Publicação: 17 de Março de 2010

Estive na Alemanha no início de março participando da CeBIT, a maior feira de tecnologia de informação e comunicação do mundo que acontece anualmente na cidade de Hannover. Foi minha primeira vez no evento e nele eu tinha a missão de auxiliar a Interact em seu processo de internacionalização.

Eu acompanho a Interact desde antes de seu nascimento. Um dos sócios da empresa, o Thomas Sprietersbach, havia acabado de vir da Alemanha no final dos anos 90 para estabelecer-se aqui em Lajeado, onde casou-se e hoje tem também uma filha. Ele precisava de uma conexão IP onde pudesse conectar sua máquina e divulgar seus sistemas e serviços. Na época eu era sócio do provedor Univates/B&WNet e, mesmo sem ter um modelo de negócios para "hosting", ligamos a máquina do Thomas em nossa estrutura. Pouco tempo depois o Thomas conheceu o Fábio Frey e eles começaram a trocar ideias sobre um sistema que pudesse auxiliar as empresas a implementar seu planejamento estratégico de forma que a cultura do planejamento e medidas de indicadores-chave passassem a ser algo cotidiano, com o envolvimento de todos os colaboradores. Surgiu daí a suíte Strategic Advisor, hoje utilizada por mais de 200 clientes no Brasil inteiro.

Em 2008 a Interact começou a pensar mais seriamente em seu processo de internacionalização, colocando como sua missão para 2010 o início de sua presença em outros países. Em 2009 o Thomas e o Fábio visitaram a CeBIT, já com a ideia de explorar a feira na obtenção de contatos e busca de parceiros potenciais. Alguns meses depois começamos a conversar sobre a participação da BrodTec na internacionalização da Interact, o que desencadeou meu contrato como responsável por International Affairs na empresa. A CeBIT 2010 foi minha primeira missão oficial pela Interact.

Eu já conhecia a Alemanha de duas viagens anteriores, sempre como turista acidental em escalas na volta da Finlândia, quando eu aproveitava para visitar meu amigo Ralf Nolden, criador do KDevelop e hoje proprietário da Nolden Systemelektronik GmbH. Conheci Frankfurt, Köln, Mendig e seus arredores. Hannover foi uma novidade.

Mas dizer que conheci Hannover é pretensão. O trabalho na CeBIT foi bastante focado e intenso. A feira começava às 9 e terminava às 18, mas sempre chegávamos antes para organizar as coisas no estande e a agenda de reuniões na Future Match e quase todos os dias saímos mais tarde em função dos coquetéis de confraternização promovidos pelos vários participantes do evento. Mesmo na CeBIT o tempo para visitar os outros pavilhões além daquele em que estávamos, o 3, e o do Future Match, o 9, foi bem curto.

O Future Match é algo que devia ser copiado por todos os eventos e feiras. Com ele foi possível agendar reuniões com as várias empresas que estariam participando da CeBIT com bastante antecedência, buscando no perfil destas empresas aquelas que tinham a melhor chance de tornarem-se parceiras da Interact. Os contatos iniciados lá foram de bastante qualidade e a grande maioria deles já teve sequência após o evento.

Só para atravessar toda a extensão da CeBIT são quase dois quilômetros em linha reta. Fazia bastante frio. Chegou até a nevar no dia 4 à noite e a neve ficou por lá até irmos embora. Coloquei algumas fotos no Picasa. As idas e vindas entre os pavilhões 3 e 9 faziam-me andar, tranquilamente, mais de seis quilômetros todos os dias. Apenas no sábado, último dia do evento, foi que eu, o Thomas e o João Alex pudemos passear, com mais calma, pela feira.

O turismo acidental aconteceu mesmo dentro do metrô de Hannover e nas inúmeras vezes em que nos perdemos à noite atrás de uma dica ou outra de restaurantes, histórias que contarei nos próximos artigos. Neles também falarei mais sobre algumas das novidades que vi na CeBIT. Este aqui é só para dar um gostinho.

A língua alemã é muito interessante. Cheguei a estudar alemão por duas vezes, uma na USP em meados dos anos 80 e outra na Univates, há uns quatro ou cinco anos. Sou descendente de alemães e, ainda assim não sou, nem de perto, fluente na língua. Até entendo um pouco, mas para falar eu mal saio do "Wie geht's". A lógica é legal. As palavras são montadas a partir do significado básico de seus componentes. Por exemplo, "zug" é trem e "auf" é para cima. Logo, elevador é "aufzug", o trem pra cima. Faz todo o sentido do mundo. Eu calculei a distância do nosso quarto de hotel até o aufzug: 300 metros. Ou seja, além do que andávamos na CeBIT, ainda tinha mais uns 1200 metros entre idas e vindas do quarto para o salão de café e depois para a recepção do hotel. Quase precisava de um trem que levasse até o aufzug.

Sobre o autor

Cesar Brod é empresário e consultor nos temas de inovação tecnológica, tecnologias livres, dados abertos e empreendedorismo. Sua empresa, a BrodTec, faz também trabalhos tradução e produção de conteúdo em inglês e português. Além de sua coluna, Cesar também contribui com dicas para o Dicas-L e mantém um blog com aleatoriedades e ousadias literárias. Você pode entrar em contato com ele através do formulário na página da BrodTec, onde você pode saber mais sobre os projetos da empresa.

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